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Projeto Cultural :: dicas

#editalcultural 

#dicas

#justificativa 


A justificativa em um projeto cultural é uma parte crucial que visa explicar e fundamentar a necessidade e relevância do projeto.


Contextualização

•Inicie explicando o contexto mais amplo no qual o projeto está inserido. Descreva a situação cultural, social, econômica ou educacional que motivou a concepção do projeto.


Identificação de Problemas ou Oportunidades

•Destaque os problemas, desafios ou oportunidades que o projeto pretende abordar. Seja claro sobre a lacuna que o projeto visa preencher ou o impacto positivo que busca gerar.


Relevância Cultural e Social

•Demonstre a importância cultural e social do projeto. Explique como ele contribuirá para o enriquecimento da cultura local, promoção da arte, educação ou qualquer outro aspecto relevante.


Público-Alvo e Beneficiários

•Especifique quem será o público-alvo do projeto e como ele beneficiará essa audiência. Se possível, forneça dados demográficos e estatísticas que respaldem a escolha do público.


Alinhamento com Politicas e Leis

•Se o projeto estiver alinhado com políticas culturais ou leis específicas, destaque essas conexões. Isso fortalece a argumentação sobre a pertinência do projeto.


Contribuição para a Comunidade

•Destaque de que maneira o projeto contribuirá para o desenvolvimento da comunidade. Isso pode incluir aspectos como geração de empregos, promoção do turismo, melhoria da qualidade de vida, entre outros.


Originalidade e Inovação

•Se o projeto possui elementos inovadores ou originais, destaque essas características. Isso pode incluir abordagens únicas, parcerias criativas, ou métodos diferenciados de entrega.


Resultados Esperados

•Apresente os resultados que se espera alcançar com a implementação do projeto. Isso pode incluir indicadores de sucesso, metas quantitativas e qualitativas, e os impactos esperados a curto, médio e longo prazo.


Sustentabilidade

•Aborde a sustentabilidade do projeto, mostrando como ele se manterá a longo prazo. Isso pode envolver estratégias de captação de recursos, parcerias contínuas ou ações planejadas para garantir a continuidade do projeto.


Escreva claro, direto e breve!



História do Assú em Quadrinhos [1989]


A História de Assú em Quadrinhos
Outubro de 1989
Gruphq – Grupo de Pesquisa e História em Quadrinhos

Equipe de Produção 
Capa – Luiz Elson
Pesquisa – Aucides Bezerra
Pesquisa de Campo – Luiz Elson
Roteiro – Aucides Bezerra 
Desenhos – Aucides Bezerra e Luiz Elson
Letras – Carlos Alberto 
Arte Final – Aucides Bezerra e Luiz Elson 
Acabamento – Ivo Rocha e Itamar 
Retratos – Aucides Sales 
Revisão – Afrânio Pires
Fotolito e Impressão – CERN





































OFF DEMANDA

Esta será uma semana de grandes aprendizados para muitos profissionais do mercado de comunicação.
Primeiro foi a revista Crescer, uma das maiores publicações do país voltada ao tema da maternidade, lançando um manifesto, com direito à hashtag, clamando por menos julgamentos para as mães. Uma causa justa, mas o vídeo não trazia nenhuma mulher negra. Oi? Em um país de maioria preta isso é inadmissível.
Depois, foi o fracasso total da campanha criada pela Agência Africa e divulgada pelaVogue Brasil que, com a suposta intenção de apoiar os jogos paralímpicos, Photoshopou o corpo de pessoas famosas com as características corporais de dois atletas (!!!). Eles também lançaram uma hashtag que começa com um infeliz “somos todos”, uma fórmula já velha e já intensamente criticada pelo apagamento de causas individuais que merecem atenção, resolução e respeito ainda que sofridas apenas por determinados grupos. Não somos todos paralímpicos - e nem precisamos ser para valorizar quem o seja.
Nos últimos anos, cada vez mais marcas e veículos de comunicação têm tentado abraçar causas sociais, não sem muita crítica daqueles que estão nelas diretamente envolvidos. Assim como a Crescer e a Vogue, muitos outros tentam recriar hashtags como #PrimeiroAssédio e #MeuAmigoSecreto por achar que não apenas entendem o porquê do seu sucesso, mas que também podem gerar o mesmo alcance diretamente das gélidas salas de reunião de seus prédios comerciais.
A superficialidade, o descaso e a completa falta de conexão com a realidade não nos surpreendem, mas não podemos deixar de apontar a responsabilidade dos veículos de comunicação na disseminação de preconceitos e na sistemática exclusão de minorias, especialmente quando estes supostamente se propõe a abraçar causas sociais.
Editorias, departamentos de marketing, produtoras e agências de comunicação são compostos por indivíduos. E, se esses indivíduos são frutos de uma sociedade machista, preconceituosa e espetacularmente racista, é praticamente impossível que consigam chegar a conceitos que, em algum nível, não estejam infiltrados por esses males.
Não adianta querer trazer “um pouco de femininismo” para a sua pauta, Crescer, e falar de maneira franca sobre as dificuldades da maternidade, e produzir um vídeo essencialmente racista. E a Vogue/Africa fazem um desfavor ainda maior ao não apenas trazer apenas pessoas brancas na sua campanha, mas também por legitimar um discurso que apaga completamente os paratletas como indivíduos. “Queremos nos apropriar da sua causa, mas não queremos mostrar seu rosto.” Que feio!
Merecem - e muito - a enxurrada de críticas que estão sendo feitas nas redes sociais (nossa força é linda ♥) e já vão virar lenda no mercado, sendo lembrados em muitas reuniões futuras mundo afora como o mau exemplo que são. Mas que, esperamos, aprendam, e parem de achar que têm o poder de lançar discursos tortos verticalmente e achar que serão aceitos - isso acabou já tem décadas. Superem. O poder está nas nossas mãos.

Redes sociais e Marketing pessoal

Muito se fala no poder de destruição e desconstrução da imagem de alguém nas redes sociais. Na verdade, até antes, na Internet, a identidade de alguém poderia ser atingida e/ou arruinada por hackers e/ou pela própria mídia. Com a inserção das redes sociais, o uso para esses fins está ao acesso também dos usuários, que não precisam ser profissionais de tecnologia ou comunicação para expor alguém, ou a si próprio, seja para causar prejuízos ou benefícios.

Mas existe o outro lado da moeda: a capacidade de promoção ou autopromoção proporcionada pelas redes sociais. Esse é um exercício de observação e que conduz a uma experiência que permite associar a sedução da visibilidade às características comportamentais e psicossomáticas. Nas redes sociais, podemos criar um “avatar” de nós mesmos, um personagem, assumir outra personalidade, mudar ou criar outra face de identidade.



Magicamente todos somos lindos, respiramos generosidade, pregamos justiça, somos guardiões da moral, odiamos hipocrisia e afloramos nosso senso de cidadania ao extremos. Puro amor e lealdade. Repudiamos a corrupção, abolimos o preconceito e estampamos mensagens motivacionais e de autoestima. Exemplo de respeito ao próximo. Somos a caricatura da perfeição, do nosso melhor fomentado por curtidas e compartilhamentos.
Nos recriamos e temos vida própria nas redes sociais. Podemos usar as tecnologias a nosso favor, sendo nosso maior trunfo. Ou nossa maior cilada. E nessa hora, podemos notar que jornalismo e marketing são áreas que dialogam no cenário das redes sociais, esse resultado de tecnologias digitais, de relacionamento e de conteúdo. Espaço adequado e promissor para o marketing pessoal. Independente da categorização de Marketing, lembramos um dos conceitos do “pai” do Marketing, Phillip Kottler, “Marketing é o conjunto de atividades humanas que tem por objetivo facilitar e consumar relações de troca.”. Já Raimar Richer caracteriza Marketing como “as atividades sistemáticas de uma organização humana, voltada para a busca e realização de trocas com seu meio ambiente, visando benefícios específicos.”. Importante destacar que, no caso das redes sociais, os benefícios principais são o capital social e humano entendidos como investimento nas relações pessoais e profissionais.
 Produtores de conteúdo
 Na nossa página ou redes, somos (re)produtores de notícias e/ou fatos. Podemos fazer uma alusão à realidade do usuário de redes sociais ao trabalho dos jornalistas no que tange ao processo de busca e construção de notícias.  O internauta compartilha o conteúdo que considera importante conforme os próprios valores e que se afine com o seu senso de razão (nesse caso, diante da variedade de assuntos, atua como produtor selecionando temas para a pauta. A origem desse conteúdo, seja uma amostra do campo pessoal ou um link oriundo de outro portal, também é uma escolha estabelecida pelo proprietário da conta (no papel de editor classificando os temas e as abordagens, numa ação que remete a distribuição em editorias). Ao divulgar, opinião, imagens, links emite o conteúdo que gerou para a sua rede de conexões. Esse conceito de redes sociais permite compreender que cada conta ou página é uma mídia portadora de informações produzidas pelo dono/usuário/administrador. Nesse cenário, podemos relacionar a aplicação da Teoria do Gatekeeper, que pressupõe que as notícias são como são porque os jornalistas assim as determinamou seja, nas redes sociais as notícias ou conteúdos são como são porque o proprietário determinou, atuando como editor na definição e posterior apresentação da pauta.
É possível verificar a mudança do público, que migra de um comportamento passivo, que consumia mídias profissionais, para um comportamento ativo que, além de decidir o que quer, cria conteúdo através da sua percepção.
Outro fator que contribui para essa mudança de perfil é a inserção dos novos mecanismos digitais resultantes das conquistas tecnológicas, como por exemplo, o celular e sua evolução. Com a possibilidade de acessar à internet pelos dispositivos móveis, além dos recursos de foto e vídeo que permitem lançamento instantâneo nas redes sociais, muitas vezes o internauta acaba divulgando antes mesmo dos profissionais da mídia um fato de relevância social devido à capacitação tecnológica em equipamentos e sistemas. O cidadão, ao presenciar um fato, pode registrar por um dispositivo móvel e colocar na sua mídia, acaba informando antes da emissora de jornalismo que não estava no momento e que acaba utilizando imagens ou vídeos capturados pelo internauta. Esse é o um novo conceito da mobilidade que denomina o “consumidor sem limites”, onde ele pode acessar as redes sociais de qualquer lugar pelos dispositivos mobiles e ser um produtor de notícias ao captar em tempo real e compartilhar na rede.
No livro Redes Sociais na Internet, de Raquel Recuero, ela afirma que “ Como as redes sociais na Internet ampliaram as possibilidades de conexões, aumentaram também a capacidade de difusão de informações que esses grupos tinham. No espaço offline, uma notícia ou informação só se propaga na rede através das conversas entre as pessoas. Nas redes sociais online, essas informações são muito mais amplificadas, reverberadas, discutidas e repassadas.”, reforça o que foi dito acima sobre o novo lugar do consumidor a partir da instantaneidade das redes.  
Dessa forma, constatamos o imediatismo do Marketing Digital que é praticado pelo consumidor sem uma noção clara de que ao compartilhar imagens, preferências e opiniões está transmitindo um conceito de si mesmo construído por ele. É o que fica claro na afirmação de Claudio Torres, no livro A Bíblia do Marketing Digital : “O Marketing Digital está se tornando cada dia mais importante para os negócios e para as empresas”. Não é uma questão de tecnologia, mas uma mudança no comportamento do consumidor, que está utilizando cada vez mais a Internet como meio de comunicação, relacionamento e entretenimento.”
Uma versão editada de nós mesmos
Templo de felicidade. Benevolência à flor da pele. Todos amam os  animais e são defensores da sustentabilidade.  Eventos badalados. Churrascos de picanha. Brindes ao amor. Temos e somos os melhores amigos. Beleza é requisito básico: se não a tenho, a combinação entre a maquiagem, o filtro e o ângulo vão colaborar.  Selfie em frente ao espelho com roupa colada para exibir o corpo que a sociedade venera. Selfie com gente para socializar, o verbo da moda. Selfie em lugares lindos, loucos, inusitados para passar versatilidade. Selfie para mostrar, dizer, transmitir, confundir, elucidar. Selfie para ostentar em várias óticas.
Minha rede, meu conteúdo, minha realidade. Coloco o que quero ser, como quero ser. Eu me crio, recrio, invento, reinvento. Sou o meu melhor. Meus pensamentos são divinos. Ser do bem é legal. Na minha solidão, me transmuto no personagem que julgo ser perfeito. Ou sou aquele com todas imperfeições que a realidade me obriga a guardar nos escombros do meu eu.
Engraçado e paranoico. Positivo e negativo. Verdadeiro e falso. Ilusão e realidade. Dois polos. Dois pesos. Duas medidas. A escolha de como decidimos nos revelar vai contribuir para selar a identidade online e transcender para a offline. Ou vice-versa.
Quantas vezes conhecemos as pessoas que tem uma personalidade e um jeito de ser e verificamos que nas redes se mostram com outro jeito de ser. E aí reside o problema: isso pode ser um aliado ou um tiro no pé, melhor, uma saraivada de tiros pelo corpo todo.
Eis que o Marketing Pessoal que queremos fazer ou fazemos involuntariamente pode nos destacar diante de um grupo, ou conhecidos, nos aferindo poder e reconhecimento dentro de um nicho ou conquistando o lugar de bestialidade humana sendo alvo de risos dos “amigos” do face. Sejam quais forem as intenções e os parâmetros de medida que consideramos importantes, sejam curtidas, compartilhamentos e comentários, alguém vai ser e dar audiência para a sua página, ou para a sua vida virtual.
Podemos alavancar nossa carreira e passar ilesos, não 100%, pois a unanimidade é rara raridade, ou afetar a nossa reputação e imagem por descuidos e excessos de exposição e intimidade que poderiam ser mais bem utilizados se ficassem restritos aos momentos reais e não compartilhados com o mundo. Logo, o que for ser inserido no contexto digital precisa ser pensado antes porque pode refletir negativamente na sua vida pessoal e/ou profissional. Eu não estou fazendo apologia inversa à liberdade de expressão, pois acredito que o espaço deve ser usado conforme o autor deseja, desde que não utilize para ofender, agredir ou promover ações prejudiciais para a sociedade, pois nestes casos já entra uma questão de lei. O cuidado é sempre importante nas relações que construímos, pois muitas vezes, somos os responsáveis pela forma como somos vistos e as consequências podem ser irremediáveis.
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Taís Garcia Teixeira é jornalista, professora e mestre em Comunicação e Informação
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